O IMTT, organismo sucessor da DGV, perdeu desde o início do ano 74 000 pedidos de cartas de condução, sejam pedidos para novas emissões ou para renovações. Leram bem! São setenta e quatro mil pedidos que estão desaparecidos de uma empresa encarregue de guardar dados sigilosos. E ninguém é responsabilizado.
Está explicado, portanto, porque ando desde Fevereiro à espera da minha carta de condução.
Os leitores mais atentos saberão de certo da minha mudança de residência. E quem possui carta de condução saberá que é uma obrigação nossa dar conhecimento da nova morada. Ora, foi precisamente o que fiz a 26 de Fevereiro, desembolsando doze euros por ter tido o cuidado de informar os serviços. Fiquei sem carta de condução e em substituição deram-me uma guia provisória válida por 120 dias, em tamanho A4 (pequenina, portanto). Não contava que passados estes meses, ainda estivesse à espera da carta de condução, o que me obrigou hoje a ir novamente ao Gabinete de Apoio ao Munícipe renovar a guia por mais 120 dias.
O programa Simplex é isto mesmo: acabar com a Direcção Geral de Viação e criar o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, complicando as abreviaturas e a vida dos cidadãos. E dado que está tudo empancado – até porque o funcionário afirmou que quem pediu em Janeiro ainda não recebeu – aconselho-vos vivamente a ponderarem a resolução de algum assunto que envolva esta(s) entidade(s).
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