Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Medidas de emprego para o futuro

Custou-me bastante saber que o primeiro dia após o término das férias do primeiro-ministro fosse para elevar a emprego de futuro 1500 postos de trabalho temporário num call-center. É a isto que estamos reduzidos. Mais valia ter continuado de férias o resto da legislatura.



Publicado por Daniel Marques às 14:00
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Entrevistas de emprego (incluindo a de ontem)

Quando vou a entrevistas de emprego, a primeira coisa em que reparo é nos rostos dos funcionários da empresa em causa. Ora, estes dizem tudo sobre o ambiente daquele local. Depois, a entrevista em si também diz muito do patrão (ou do seu subordinado). Quem quiser sentir o pulso do empreendedorismo português basta passar uma temporada a frequentar entrevistas de emprego.

A condição de desempregado não é nada agradável, porque deixamos de ser o que quer que seja. Não contribuímos em nada para o desenvolvimento do país e até deixamos de ter vida própria porque estamos dependentes dos outros. Assim, temos de nos sujeitar àquilo que nos metem na frente. Enfim, somos um fardo.

Até ao dia de ontem, eu podia afirmar que sempre que saía de uma entrevista de emprego, me apetecia destruir tudo o que se atravessasse à minha frente. Se possível, também vazar com grampos os olhos de quem me entrevistou. Até ao dia de ontem o ritual era sistematicamente o mesmo. Alterava-me o humor. Fazia-me sentir inútil. Mas ontem foi diferente.

Aquando da espera, repeti o ritual de observar os funcionários. Estes encontravam-se a trabalhar descontraidamente, trocando palavras entre eles, sem grandes confusões ou turbulências. Os rostos eram abertos e a calma parecia pairar. No acto da entrevista ficou provado o porquê de tanta descontracção. Fui entrevistado por duas pessoas que com certeza teriam à volta da minha idade. Deverá ter sido a entrevista de emprego mais descontraída que já alguma vez tive, sem palhaçadas, mas com algumas risadas.

Explicaram-me as condições de trabalho: que ali se trabalhava em equipa e que havia um bom ambiente, que há sempre a possibilidade de se evoluir dentro a empresa, etc. Puseram-me também ao corrente das coisas menos boas, tais como trabalhar por turnos e ter folgas rotativas. Após as coisas menos boas remataram: «Não te preocupes que também há coisas boas! Damos festas!» Foi engraçado tentarem equilibrar as coisas menos boas (que não são assim tão más) com… festas entre colegas. Isto diz muito do ambiente de trabalho que ali se vive e da mentalidade aberta que paira nos responsáveis daquele espaço. Ninguém ali deverá ter mais de 35 anos.

Agora é aguardar!


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Publicado por Daniel Marques às 01:43
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Afinal trata-se de um concurso

A entrevista de emprego de hoje é apenas mais uma entre as dezenas a que já fui. Terei de passar 3 eliminatórias – dada a quantidade de candidatos – para uma vaga que poderá situar-se entre: operador de caixa, repositor ou vendedor.

Fazer eliminatórias para vagas de emprego deste género, é chegar ao nível da «Família Superstar». Qualquer dia há sorteios de emprego, vende-se emprego ou faz-se um leilão e posteriormente amortiza-se o valor no salário mínimo.


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Publicado por Daniel Marques às 22:23
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