

No início do Euro 2008, disseram-me que este estava feito para que este ano a Alemanha saísse vencedora. Eu não quis acreditar nisto. Mas também é um facto que detesto que se pré-concebam favoritos antes do início de uma competição. E só por isso, espero que a quantidade de bandeiras turcas neste prédio algures na Alemanha, sejam um bom pronuncio.
Enquanto marcam lugar para o jogo Portugal – Suíça no Media Center do Estádio de Basileia, os repórteres fotográficos portugueses divertem-se.

Depende. Se é verdade que me oponho ao circo mediático e ao marketing abusivo montado à volta da nossa Selecção, não é menos verdade que gente com um mínimo de lucidez tem a capacidade de separar as águas e não se deixar diluir pela euforia. A inteligência no acompanhamento do futebol está em saber pô-lo no lugar certo, sem que isso nos faça abstrair de outras coisas importantes. Não será por me abstrair mais do futebol que este deixará de alienar a maioria dos portugueses. Terei é de impedir que este me aliene a mim. Quanto aos pulos, às asneiras, ao contentamento de ver a Grécia eliminada – resultado de uma derrota mal digerida em 2004; o anseio pelo levantamento do caneco e gritar «Somos Campeões!», não me torna nem a mim nem a ti Marco idiotas ou pacóvios. Somos portugueses, e isso por si só justifica que vibremos com a nossa selecção e com a nossa bandeira. E apesar de a Rússia ter despachado a Grécia, só me darei por satisfeito quando formos nós a dar-lhes das boas. Até lá o Euro 2004 continuará atravessado e com coisas por resolver.
As mais recentes contratações do Chelsea dão lugar à imoralidade, ao facilitismo e ao desleixo? É a este ponto que chegamos: o de se quebrar uma dinâmica de vitória. Como se isso por si só fosse pouco, fica também demonstrado porque raio o Quaresma não é um titular natural da Selecção Nacional, com aquele feitiozinho que deixa muito a desejar.
Não sou um especialista de futebol, mas também não é preciso sê-lo para perceber que este europeu será o europeu da Holanda. Agrada-me especialmente que os pavões do costume, que tanto se armam como armados são em favoritos, tenham andado a levar coça das boas. Quanto a Portugal, pelo que vi nos últimos jogos, dou razão a Scolari quando já se fala em trabalho de equipa. Sobre a sua saída e dos nomes que têm sido apontados, nomeadamente de Queiroz e do Manuel José, estou pelo segundo. Já merece que lhe seja dada uma oportunidade, inclusivamente dado o excelente trabalho que tem feito no Egipto. Quanto a Queiroz não se espera que saia do Manchester United dado o belo tacho que tem.
Entretanto, aguardo com expectativa os quartos de final, já sem a Grécia que até ao momento não conseguiu marcar um único golo, voltando à sua plenitude de sempre, provando que o que se passou em 2004 foi uma sorte do caraças. Este ano gostava que fossemos novamente à final, mas com a Holanda. E obviamente que a dar-se esta possibilidade, a Holanda tem muito mais hipóteses de levar a taça.
Está bom tempo. Está sol e o calor aperta. Cá fora no quintal andamos nas pinturas. Os vasos ganham nova cor, as hastes dos estendais também. Enfim, são actividades que na pacatez desta aldeia, na companhia da família, tornam estes fins-de-semana especiais ao som dos pássaros.
Buzinadelas, gente em cima de carros, foguetório, nem ver. Estamos longe de tudo isso. Todo o alienismo em redor do europeu chega-me pelo que leio na Internet. Mas logo, quebrando a esvaimento do início da noite, que bem que me vai saber ver um Holanda - Itália. Espera-se um grande jogo. Mas por agora, e porque a tecnologia já o permite, debaixo de um chapéu-de-sol, numa espreguiçadeira, cá estou de volta do blog. E o melhor é que daqui a pouco vem o almoço.
Portugal ontem ganhou à Turquia e ganhou bem. Mas todas estas manifestações de rua que se têm visto têm sido um manifesto exagero. Já que a sobriedade parece pagar imposto, então que venha a alienidade que leva a crer que tudo são favas contadas e que o campeonato europeu já está no papo. Quanto maior for a euforia inicial, maior será a desilusão caso algo corra mal. Com isto não quero dizer que não se deva fazer aquelas fantásticas sardinhadas, aqueles churrascos bem regados e em alegria. O convívio é das melhores coisas que o futebol nos oferece, mas mais que isto é excessivo.
Paralelamente tenho lido em diversos blogs reclamações quanto à excessiva cobertura televisiva no que toca à intimidade dos jogadores. Isto leva-me a concluir duas coisas: primeiro, que as pessoas ainda julgam que é possível a televisão instruir; segundo, quem tanto reclama vê demasiada televisão.
política(12)
humor(10)
música(9)
asnos(8)
blogs(8)
futebol(8)
guerra(7)
intendências(6)
sintra(6)
televisão(6)
amigos(5)
energia(5)
família(5)
história(4)
optimus(4)
sapo(4)
emprego(3)