Quando vos falei ontem acerca de Scooters, era precisamente numa coisa assim que estava a pensar, numa Scooter eléctrica. Actualmente já se encontram a ser comercializadas em Portugal sendo a ecoMotores o importador oficial. Vejam em baixo a reportagem feita pela RTP (só podia!), onde são dados mais pormenores acerca do veículo que equivale a uma Scooter de combustão de 50cc. Chamo a atenção para o “consumo” de 0,40€ aos 100Km, isto na tarifa mais cara da EDP, porque este valor cai para metade quando se adere à tarifa bi-horária.

Devido ao preço dos combustíveis, nos EUA assiste-se à crescente popularidade das Scooters. Nos primeiros três meses deste ano assistiu-se a um crescimento de 24 porcento nas vendas quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Este meio de transporte tem sido apontado como sendo uma boa forma de se retirar automóveis da estrada, reduzindo a poluição e o consumo dos combustíveis.
Como apenas tenho carta de condução de categoria B, não compreendo como me é permitido andar a sacar cavaladas com uma moto 4 enquanto me é vedado o acesso a uma Scooter de 125cc e até de 50cc! Pode-se falar no factor equilíbrio, mas cada um deverá ter noção se o tem ou não. Além do mais, para ganhar equilíbrio basta começar com uma bicicleta (sem rodinhas de apoio).
Soube da existência da directiva comunitária 91/439/CEE que permite aos encartados com a categoria B conduzir motos até 125cc de cilindrada e com potência não superior a 11Kw. Esta directiva já se encontra em vigor em países como a Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Espanha. Portugal que tanto se queixa do excessivo consumo de combustíveis, que gosta de se etiquetar como vanguardista em energias renováveis e de sensibilidade ecológica, não só não aplica esta directiva como mantém a imagem dos motards arruaceiros.
Os benefícios são claros: redução de automóveis na estrada permitindo uma maior mobilidade; redução dos níveis de poluição; diminuição dos consumos de combustível; benefícios para a economia nacional, já que por norma nos países em que a directiva foi aplicada as pessoas optam por comprar motos de marcas nacionais, reduzindo também a importação de automóveis; e por fim uma tendencial redução da sinistralidade.
É obvio que tudo isto é um problema para as escolas de condução, para as companhias de seguros, para os vendedores de automóveis, para as petrolíferas e até para o Estado que ganha menos em imposto.
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