
Quem me acompanha de outros blogs sabe que sou um aficionado por política, mas política a sério. Como é óbvio também saberá das minhas maratonas pela madrugada fora a acompanhar processos eleitorais de outros países (quando assim é possível). Por isso, como não podia deixar de ser, na noite passada acompanhei em directo a maratona do primeiro dia da Convenção Nacional Democrática que se realiza em Denver.
Em Portugal as estações de televisão optaram por dar voz ao marketing político e teatral que envolve a família Obama. No fundo, eles tentam demonstrar aos EUA que também são americanos, e que não se tratam de extra-terrestres que para ali andam. É até impensável haver necessidade de passar por tal processo em pleno ano 2008, ainda para mais nos Estados Unidos da América, país que se diz livre e democrático. Mas voltando ao assunto da cobertura televisiva, sinto que faltou mostrarem o que mais importante se passou no Pepsi Center. E o grande momento, o momento que os EUA precisavam de ouvir, sendo também o discurso que Portugal precisava de ter, foi o discurso do Senador Edward Kennedy. A reter: «new hope», «the cause of my life». Digam-me que político em Portugal é capaz de semelhante atitude e modo de estar.

O serviço iReport é mantido pela CNN e visa a divulgação de vídeos e fotografias produzidas pelos telespectadores. Paralelamente ao site, a CNN põe no ar um programa com o mesmo nome, divulgando o conteúdo que lhes fizeram chegar. Há no entanto uma queixa que o apresentador Michael Holmes acaba de fazer. É que apesar de terem bastante conteúdo vindo da Geórgia, não houve um único russo que tivesse feito chegar o que quer que fosse de forma a mostrar a outra posição. Pior, até podia nem sequer ter sido um russo a fazê-lo. Esta é uma resposta em massa à imparcialidade que se tem assistido nos últimos dias a propósito do conflito da Ossétia do Sul, nomeadamente nesta estação de televisão. Parece que a CNN ainda não percebeu o recado.
Ontem a mesma estação, no programa World Sport, mostrou e entrevistou a primeira e terceira classificadas do triatlo – curiosamente ambas australianas – ignorando completamente a existência da Vanessa Fernandes, segunda classificada. Portanto, de um canal que se auto-intitula de internacional e multiétnico, quanto a imparcialidade estamos conversados.
Para terminar, destaco uma declaração do jornalista russo Gennady Charodeev ao José Milhazes: «As pessoas inteligentes devem confiar apenas no seu pensamento analítico e, juntando as mais diversas notícias, tentar criar um quadro objectivo» – algo que cumpro à risca, trate-se ou não de um conflito. Não podemos permitir que pensem por nós, de outro modo estaremos a ser manipulados.
José de Pina é provavelmente o humorista português que mais admiro. Conheci o seu humor não na primeira pessoa, mas através dos bonecos do Contra Informação, já que se trata de um dos criativos. Mais tarde, e paralelamente, foi possível conhecer a sua imagem através de um programa de humor chamado Prazer dos Diabos, que inicialmente começou na SIC Comédia e após a extinção do canal passou para a SIC Mulher. Nesse programa fazia-se uso da actualidade para gerar comentários humorísticos numa mesa partilhada por cinco pessoas. Também participou no Biqueirada, um programa de debate futebolístico com vertente humorística na SIC Comédia. Agora, e pela primeira vez, vejo-o surgir na representação de personagens em sketches do Fogo Posto, o novo programa de humor da SIC Radical e cuja autoria lhe pertence.
Ontem foi dia do segundo episódio. Quem o perdeu poderá ver as repetições ao longo da semana. A estreia de cada episódio faz-se à segunda-feira pelas 22h45, depois repete à terça-feira às 14h00, na quarta-feira às 22h00 e por fim no domingo às 14h30 e 23h30. O vídeo acima contém sketches do episódio da semana passada.
Ao acaso acabo de descobrir um programa interessante na RTP N. Interessante na medida em que me leva a descobrir uma parte do país que é desconhecido à maioria dos portugueses continentais. Era de esperar que na época em que vivemos o mar deixasse de ser uma dificuldade à aproximação entre o território continental, os Açores e a Madeira.
Notícias do Atlântico, é o nome do programa cuja duração de cerca de meia hora compila aproximadamente um quarto de hora de notícias da Região Autónoma dos Açores e outro quarto de hora com notícias da Região Autónoma da Madeira, cada um dos blocos produzido pelos estúdios regionais da RTP Açores e RTP Madeira. Aprovo a iniciativa, mas julgo que a sua emissão deveria ser feita também na RTP 2 para todo o território do continente, não se limitando à televisão paga.
O vídeo que vos trago – cuja divulgação foi devidamente autorizada – mostra o ambiente na régie durante o final do Telejornal, em que a coordenação esteve a cargo do meu amigo Luís Castro. Fiz questão de o publicar porque sei que as pessoas têm alguma curiosidade em saber o que se passa nos bastidores. Acho que isto não tirará nenhuma mística que exista. Eu pelo menos passei a ver o Telejornal com mais entusiasmo.
Portugal ontem ganhou à Turquia e ganhou bem. Mas todas estas manifestações de rua que se têm visto têm sido um manifesto exagero. Já que a sobriedade parece pagar imposto, então que venha a alienidade que leva a crer que tudo são favas contadas e que o campeonato europeu já está no papo. Quanto maior for a euforia inicial, maior será a desilusão caso algo corra mal. Com isto não quero dizer que não se deva fazer aquelas fantásticas sardinhadas, aqueles churrascos bem regados e em alegria. O convívio é das melhores coisas que o futebol nos oferece, mas mais que isto é excessivo.
Paralelamente tenho lido em diversos blogs reclamações quanto à excessiva cobertura televisiva no que toca à intimidade dos jogadores. Isto leva-me a concluir duas coisas: primeiro, que as pessoas ainda julgam que é possível a televisão instruir; segundo, quem tanto reclama vê demasiada televisão.
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